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[RESENHA] Uma Dama Fora dos Padrões - Os Rokesbys vol.1 (Julia Quinn)

  • destilendo
  • May 20, 2020
  • 4 min read

Minha primeira resenha não poderia ser de outro livro. Eu simplesmente amei Uma Dama Fora dos Padrões. Uma resenha deve apresentar os prós e contras da obra, como toda crítica, mas preciso avisar vocês, não tenho capacidade de ser imparcial aqui. Júlia "Queen" Quinn como sempre arrasando com nossos corações! Como a própria sinopse já diz, o destino pode ser perverso, ter um senso de humor um pouco peculiar. Billie Bridgerton estava ciente, e já tinha até aceitado que provavelmente se casaria com um dos irmãos Rokesbys. Era o que todos esperavam. As suas famílias eram amigas de longa data e vizinhas, na verdade, eram praticamente uma só. Só que Billie nunca imaginou que o futuro marido em questão poderia ser George. Ela e George nunca foram muito próximos. Billie até nutria um sentimento de "ranço". George é o herdeiro, é irritante e todo polido, sempre de acordo com o que era esperado dele. E Billie... Billie é uma força da natureza. Certamente George não gostava dela também. Normalmente os dois quase não teriam ficado muito tempo na companhia um do outro, não mais que o necessário. Até que uma situação incomum, envolvendo um felino ingrato os obrigou a passar um tempo juntos. E bum! Nascia a sementinha no coração dos dois, foi preciso, no entanto, um beijo para que eles percebessem que talvez um não poderia viver sem o outro.

O título já me deixou curiosa. Eu tenho essa coisa por mocinha que desafiam as regras e não fazem o que a sociedade espera delas. Pela sinopse e pelo título eu sabia que a Billie já tinha ganhado meu coração todinho. E bom, o George, nos primeiros capítulos, achei que ele era o boy padrãozinho da Inglaterra do século XVIII. Mas bastou algumas páginas para que percebesse que George Rokesbys é muito mais do que as pessoas enxergam.

É claro que sendo a Billie, o livro já começa com ela presa numa situação inusitada, machucada e com um gato que, sinceramente, não sabe o que é gratidão.

Billie precisava ser salva e seu cavalheiro de armadura brilhante era o George. Billie não gostou nada disso, ser salva e o salvador. Inicialmente eu achei que seria algo como Enemies to Lovers. Realmente achei que eles se odiavam. Mas eles são apenas duas pessoas diferente que nunca tiveram muito motivo para interagir mais do que o necessário e por consequência, não se conheciam o bastante a ponto de perceber o quão parecidos eram.



Estranho né? Uma das coisas mais fascinantes sobre a Julia é como ela consegue construir os personagens de forma tão profunda, gradativa e orgânica. O livro apresenta um discurso em terceira pessoa intercalando entre a Billie e o George, sem ser cada capítulo exclusivamente do ponto de vista de um deles, mas deixam claro a impressão deles durante a narrativa. Eu não sei nomear isso, apenas posso dizer que me senti na pele dos protagonistas, ora como Billie e ora como George.

A Billie é a filha mais velha de seus pais, e fora a filha única durante muito tempo. Ela sempre acompanhou seus pais nos deveres pela propriedade, era, como o próprio livro cita, o filho mais velho de seu pai. Adorava administrar a propriedade e ficava como um bicho enjaulado se fosse presa dentro de casa. Não era o que se esperava das moças de família nobre.

George é o primogênito de seus pais, o lorde Kennard.

Como primogênito a linhagem dependia dele. Seus irmãos Edward e Andrew serviam as forças armadas, doando sua vida pelo país e pela Coroa, no entanto, George tinha responsabilidades com o condado. A questão, meus queridos, é que o seu pai estava vivo e exercendo sua função. George ajudava na administração, porém na maior parte o tempo sentia como um se não tivesse um propósito real, como uma farsa. E a Billie, bom, ela é uma mulher. No século XVIII, ainda mais entre os nobres, bom, mulheres não recebiam títulos por seus feitos (apenas por casamento), não passavam para frente o nome da família, suas funções eram ter filhos e "cuidar" do marido. Além disso, Billie não sentia que estava da alta sociedade, ela não era uma garota muito de etiqueta, digamos assim.

Achei interessante, que mesmo que quando crianças eles fossem afastados, conseguiam compreender um ao outro melhor que a si mesmos. E para mim, o que mais contou foi como aceitaram e de apaixonaram sem "desejar" uma mudança no outro. As frases mais marcantes para mim são as seguintes:

"[...] Beleza não era a responsável pela inteligência impetuosa que dava profundidade aos seus olhos, nem pela perspicácia por trás de seu sorriso. Ela era linda, mas não era apenas linda, e era por isso que ele a amava."

"[...] Ele a compreendia. Às vezes ela achava que ele podia ser a única pessoa a conseguir isso."

George se apaixonou pela inteligência, beleza, perspicácia e personalidade da Billie. E ela por ele, ela se apaixonou por seu gosto por hábitos e por agricultura, por seu senso de certo e errado e seu comportamento polido, mas também por seu humor ácido e beleza, pela forma como ele se preocupava com a família e a protegia.


O que vocês acharam? Vou adorar saber a opinão de vocês!

Vocês já leram algum outro livro da Julia? Qual o favorito?



 
 
 

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