Entrevista com Aline Sant'Ana
- destilendo
- Oct 9, 2020
- 6 min read

A entrevistada da vez é a querida Aline Sant’Ana. Ela já tem vários livros publicados, tanto na versão digital quanto na versão física. Algumas de suas obras são: a série “De Janeiro a Janeiro”, a série “Viajando com Rockstars”, a série “Sem Fronteiras Para o Amor” (gente, sério, amo muito), a trilogia Encontros, dentre outros. Você pode conferir o trabalho da Aline pela Editora Charme e na Amazon.
É uma honra poder realizar essa entrevista, admiro o estilo de escrita da Aline que nos faz acreditar um pouquinho mais na magia do amor. Quem acompanha o blog teve a oportunidade de enviar perguntas que foram selecionadas para compor a entrevista.
1. Oi, Aline! Obrigada por aceitar o convite! Você pode contar um pouquinho para quem começou a acompanhar seu trabalho agora como você começou?
R: Oi, DestiLendo! Agradeço demais o convite e estava ansiosa para participar desse projeto.
Bem, eu comecei através das fanfics. Eu era fã de Jogos Vorazes (ainda sou!) e fiquei ansiosa com o final do livro A Esperança. Senti que faltava alguma coisa entre Peeta e Katniss. Então, decidi criar, a partir dali, o romance que eu imaginei para eles. As fanfics que lancei depois disso se tornaram um sucesso no “Nyah!”, mas as mensagens que recebia dos leitores sempre enfatizavam: “Você deveria tentar escrever uma história sua, completamente original.”
Fiquei com isso na cabeça, mas só tomei coragem para tentar cerca de dois anos mais tarde.
Deu certo!
Mas isso só aconteceu porque os meus leitores e a Charme sonharam comigo.
2. O que te inspira a escrever? Como é seu processo criativo?
R: É interessante, porque para cada livro funciona de uma maneira. Às vezes a ideia surge a partir de uma música, a partir de um MV. Às vezes surge quando estou no telefone com uma amiga. Ou quando estou embaixo do chuveiro. Os gatilhos para a minha criatividade são os mais variados. No entanto, não importa o quanto eu esteja “sem ideias”, alguma coisa sempre vai surgir, em qualquer momento.
3. Como você constrói os personagens?
R: A primeira coisa que penso é que eles são humanos. Então, os trato como se eles existissem. Eu “sinto” o que eles gostariam de fazer, o que não. O que aceitariam, como agiriam, quais são suas manias e hábitos. Minha construção sempre respeita o fato de que eles não são “eu”, e que possuem suas próprias qualidades e defeitos. Uso essa “teoria” como molde, e me sinto segura para criá-los com base em quem eles se mostram para mim. No entanto, não é fácil, porque em vários momentos eu me deparo com situações em que eu nunca me vi, em que nunca agiria da forma que eles agiram. Preciso me tirar de mim naquele momento, e seguir de acordo com quem o personagem é em sua essência.
4. O que você considera essencial nas suas histórias?
R: Amor, respeito, amizade, lição de vida, diversão e tantas outras coisas. Eu busco passar uma mensagem, como também busco que os leitores sejam transportados para aquele cenário. Quero que eles se divirtam, mas que também levem algo para a vida.
5. Você tem alguma mania que desenvolveu devido ao seu trabalho? R: Só escrevo em fonte Cambria – 12. Não consigo mais usar o Word, só o Scrivener. Observo as coisas na rua com um ar descritivo. Observo as pessoas com mais atenção e, justamente para criar os personagens mais humanos possíveis, estudo nos bastidores tudo o que eu conseguir sobre psicologia e comportamento humano. Ah, e só escrevo ouvindo música e tomando café rs.
6. Como surgiu o projeto Sem Fronteiras Para o Amor? R: Eu adoro a ideia de criar algo para os leitores. Eu queria presenteá-los como fiz com De Janeiro a Janeiro, uma proposta em que crio uma história com base no que os leitores sonharam. Então, eu apliquei isso... para os países que os leitores gostariam de conhecer, romances que adorariam viver... A série Sem Fronteiras Para O Amor nada mais é do que viajar sem sair de casa e para os amores que adoraríamos experienciar em vida.
7. Qual foi o livro mais difícil para escrever na série Sem Fronteiras Para o Amor? E por quê?
R: Até o momento foi Árabe Honrado e Japonês Prometido, por serem de culturas completamente diferentes do que eu estou habituada. Mas acredito que o meu maior desafio está por vir, porque o último da série Sem Fronteiras Para O Amor vai ser extremamente fora da minha zona de conforto.
8. Na série Sem Fronteiras Para o Amor cada livro é ambientado em um país com cultura e costume próprio. Como você pesquisa para criar o enredo?
R: Não é fácil. Eu vejo desde artigos, trabalhos de TCC, vídeos no YouTube. Sigo pessoas do país em que estou trabalhando para tentar entender o comportamento. Procuro informações sobre brasileiros que namoraram pessoas daquele X país, para ter noção do choque cultural. Procuro também sobre turismo, cultura, costumes, religião... É um mix de informações muito grande e um estudo bem complexo para chegar à história final. No entanto, é gratificante. Conheci lugares que nunca imaginei estudar sobre. Músicas que jamais pensei em ouvir. Comidas que nunca imaginei que existiam. Formas de amar e demonstrar diferentes da nossa...
9. Eu gosto muito de como você retratou a sinestesia do personagem em Encontro de Sentidos. O que te levou a escrever a respeito?
R: Eu estava com o enredo pronto da última noveleta dessa trilogia. Mas, por alguma razão, sentia que não era aquilo. A minha irmã estava olhando sobre essências florais no Instagram, e encontrou uma blogueira que é sinesteta. Assim que a minha irmã leu a postagem da menina, eu pirei. Me veio um clique, um instinto de que precisava escrever sobre isso. Então... nasceu o Romeo. Depois de entender o assunto, descobri que vários famosos são sinestetas e tem até uma propaganda de carro com pessoas que são... é realmente um universo que eu não conhecia e adorei retratar.
10. De todos os seus livros, qual é o seu favorito e por quê?
R: Não consigo escolher um filho favorito! É difícil demais. Amo todos da mesma forma.
11. Qual foi a coisa mais aleatória que você já aprendeu/pesquisou para seus livros?
R: Aleatória... nossa, já pesquisei tantas coisas. Mas confesso que as mais marcantes para mim foram as mais difíceis. Recordo-me agora de dois momentos.
Quando precisei estudar com a Clara de Assis sobre as câmeras de gás dos nazistas, para criamos uma das cenas do livro O Príncipe dos Vampiros. Me lembro que eu e Clara choramos juntas no Skype ao ler sobre... e foi bem difícil para nós termos que ir tão fundo para entendermos como o mecanismo de envenenamento por gás funcionava. A gente teve que fazer uma pausa... foi cruel. E também quando entendi como era a realidade das mulheres na Arábia Saudita. Os relatos da BBC News sobre esposas que casaram obrigadas... e as núpcias... eu fiquei bem mal ao ver como são objetificadas. A respeito da segregação do McDonalds, por exemplo, onde mulheres precisavam ficar de um lado com a família e homens de outro... separados por uma parede! Foi bem marcante e triste toda a pesquisa.
12. Qual o seu gênero literário e autor(a) favoritos?
R: Romance contemporâneo e de época. As minhas favoritas são Colleen Hoover, Vi Keeland, Penelope Ward, Mary Balogh, Ella Maise, Julia Quinn, Carina Rissi... ah, amo tantas!
13. Qual personagem é o mais marcante na sua vida, e por quê?
R: Preciso dizer que é o Zane D’Auvray, da série Viajando com Rockstars. Ele me trouxe o Enrico Ravenna como “estampa” de um personagem icônico. Enrico me marcou sendo Zane, fazendo vídeos como o personagem e tratando as minhas leitoras com todo carinho. Nunca vou me esquecer de como um personagem meu se tornou realidade.
14. Você publica um livro da Série Sem Fronteiras para o Amor a cada 2 meses, mais ou menos. Ou seja, você trabalha com prazos. Como você lida com bloqueio criativo?
R: Não é fácil trabalhar com prazos e também não é fácil criar uma história com base no que os leitores imaginaram. Sinto um desafio duplo em suprir as expectativas, como também entregar a tempo. Mas eu aprendi a lidar com isso me divertindo ao criar, ao estudar, ao imaginar como a história vai ser. Tento escapar do bloqueio criativo, mas nem sempre consigo. Quando isso acontece, preciso respirar e lembrar que sou humana, que está tudo bem atrasar um pouquinho e que a criatividade nunca vai me abandonar de verdade.
15. Para fechar a entrevista, essa é uma pergunta fixa, considere essa frase do Mario Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Pensando nisso gostaria que você falasse um pouco a respeito do impacto da literatura na sua vida.
R: Sou mais empática, mais passional, mais resolvida com meus próprios sentimentos. Me sinto mais madura para me relacionar com os outros, para me relacionar comigo mesma. Aprendi a gostar de quem eu sou ao escrever histórias, aprendi a respeitar as emoções dos outros também. Eu busco que os meus livros sejam capazes de trazer apenas sensações boas para quem está lendo, lições que poderão levar no coração. Sonho com a mudança positiva, a energia incrível que um livro é capaz de emanar e também com o amor que os leitores serão capazes de sentirem ao ler. Me mudou bastante, sem dúvida. A minha esperança é que mude quem os ler também.
Obras da Aline Sant’Ana:
Série Viajando com Rockstars e spin off
Série Sem Fronteiras Para o Amor
Namorado por Acaso
Luz, Câmera e Amor
Encontro de Sentidos
Encontro do Destino
Encontro Marcado
Série de Janeiro a Janeiro
Quase por acaso (conto)
Ano Novo Com Você (conto)
Uma Amizade Como a Nossa
Fazendo Rock com Você.
Inclusive, hoje a Aline lançou o penúltimo livro da Série Sem Fronteiras Para o Amor: Mexicano Tentador! Garanta já o seu, porque está incrível!

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