[RESENHA] Croata Deslombrante - Sem Fronteiras Para o Amor vol. 9 (Aline Sant' Ana)
- destilendo
- May 30, 2020
- 3 min read

Croata Deslumbrante faz parte da série Sem Fronteiras Para o Amor. Cada livro é ambientado no país de escolha de fãs, inspirado na música indicada. São livros curtos, de romance fofinhos que aquecem nosso coração.
Como o título já diz, a história se passa na Croácia. Nossa mocinha, Lea González sofreu uma perda enorme e para suprimir a dor decide viajar pelo mundo, viver a vida que sua gêmea teria vivido ao mesmo tempo que foge do sentimento. Em uma de suas viagens, no meio de uma festa aproveitando o momento, conhece Filip Modrić. Filip fica encantado com a espanhola vibrante. Há um encontro de almas entre os dois. Ele precisa conhecê-la mais, movido por essa conexão Filip faz duas propostas: 1) Convida Lea para ficar na casa dele e 2) Pede para mostrar as belezas da Croácia para ela. Ele promete que não irão se apaixonar.
Eu adorei a conexão instantânea dos dois, é algo transcendental. A escrita da Aline tem o poder de nos fazer sentir essa conexão. É incrível e surreal.
Num primeiro momento pensei a Lea como aquelas pessoas que rodam o mundo, aprendendo sempre algo novo com cada cultura e vivendo a vida, aproveitando o momento, bem hakuna matata. Achei a personagem tão diferente de mim, eu sou aquela pessoa que pensa demais e não faz nada no fim das contas. Aos poucos Lea foi se mostrando uma pessoa que está fugindo da dor da perda, tentando tampar o buraco que sua irmã deixou vivendo a vida que Lya teria vivido.
O Filip me pareceu um homem padrãozinho, festeiro e rico. A grande verdade é que o Filip é bem resolvido consigo mesmo, aprecia a vida e gosta de viver o momento. Sua família de sangue é quase um grupo de desconhecidos, e tudo bem. Filip tem sua própria família, seus amigos que estão com ele quando realmente importa. Ele também é um homem desconstruído, do meu ponto de vista. Ele se apaixonou pela aparência da Lea, claro, mas também, por sua energia, sua liberdade. Honestamente, admirei que mesmo apaixonado e com medo de perdê-la, Filip não a prendeu, mas a deixou ir.
"Me apaixonei por você desde o momento em que te vi dançando tão livre entre aquelas pessoas. E me apaixonei cada dia mais, desde que passamos a dividir uma vida juntos. Conheci uma mulher tão forte, tão destemida, tão bonita, tão cheia de vida e liberdade. E vou ser eternamente grato por ter tido a chance de ser amado por essa mulher."
"Nós somos o que quisermos ser. E eu escolho… estar com você. Mesmo que leve meses, mesmo que você fique com outras pessoas, mesmo que, porra, você me esqueça no meio do caminho. Eu preciso arriscar. Eu preciso porque não estou pronto pra te perder."

Preciso confessar que no lugar da Lea não aceitaria a proposta, não. Imagina só, um desconhecido me vem com uma coisa dessas, em um país completamente estranho. Já assisti muito Cidade Alerta para confiar nisso aí. Parece meio irreal que algo assim aconteceria na vida real, que não fosse para fins criminais. Mas estamos falando de romance e livros. E a autora com seu poder de criadora daquele universo leva a história em um rumo diferente. Um rumo mais bonito, onde o que une os dois é o amor, a paixão e a vontade de aproveitar a companhia um do outro. Mesmo que na realidade seja improvável com o livro podemos nos deixar viver a aventura do Filip e da Lea. Juntos eles se completam e se curam de feridas profundas deixadas pelo passado. A Lea aprende que a dor não nos destrói, nos torna mais forte, se você souber lidar com ela. É emocionante acompanhar esse amor que nasceu de um olhar crescer.
Senti inveja da Lea, da liberdade dela, de sua coragem de simplesmente largar tudo e viajar, mesmo que essa coragem seja, na verdade, um medo disfarçado. Eu não acredito em reencarnação, mas desejei acreditar. A forma que os dois se compreendem e que a própria Lea sente sua irmã a acompanhando é muito bonita. E definitivamente fiquei com muita vontade de conhecer a Croácia, um país que nunca me despertou interesse antes.
Tenho apenas duas ressalvas. Primeiro, eu julguei sim o livro pela capa, isso eu preciso me desconstruir. Não imaginei que esse livro seria tão profundo. Foi aquele preconceito com livros com homens na capa e com o título. Mas eu já conhecia a série e outros livros da Aline, então investi e que bom. Segundo, a cena hot do casal me deixou com um bug no cérebro, Filip foi um ginasta em vidas passadas. Não sei como ele deu conta do que foi descrito. À parte, recomendo muito. Não façam como eu, não deixem seus preconceitos vencerem.







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